Agrofloresta Mediterrânica da Caria é um dos projectos apoiados pela P – BIO da Caria

Agrofloresta Mediterrânica da Caria é um dos projectos apoiados pela Plataforma de Ação Climática de Torres Vedras

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Quinta Pedagógica da Caria é uma das entidades da sociedade civil selecionadas no âmbito da Plataforma de Ação Climática de Torres Vedras (PACTV), com o projecto Agrofloresta Mediterrânica da Caria, agora oficialmente apoiado pelo Município de Torres Vedras.

Este reconhecimento integra um conjunto restrito de 6 projectos aprovados, dos quais 3 recorrem à agrofloresta como solução de base natural, o que reforça a relevância crescente deste tipo de abordagem na adaptação às alterações climáticas no território.

Um projecto de agrofloresta pensado para o clima mediterrânico

O projecto Agrofloresta Mediterrânica da Caria propõe a plantação de cerca de 1000 árvores e arbustos, maioritariamente espécies autóctones e adaptadas ao clima mediterrânico, numa zona ripícola localizada entre os concelhos de Torres Vedras e Lourinhã, próximo de uma estrada municipal, da Ribeira do Caniçal, afluente do Rio Alcabrichel.

Mais do que um espaço plantado, trata-se da implantação de um ecossistema vivo e dinâmico, baseado nos princípios da sucessão natural e da floresta estratificada. Ao longo do tempo, o sistema evoluirá através de podas sucessivas, gestão de biomassa e aumento progressivo da fertilidade do solo, reforçando a retenção de água, a biodiversidade e a resiliência climática.

Agrofloresta como solução climática de base natural

A selecção deste projecto pelo PACTV reconhece a agrofloresta como uma solução baseada nos ecossistemas, alinhada com o Plano Municipal de Adaptação às Alterações Climáticas de Torres Vedras.

Entre os impactos esperados destacam-se:

  • Regeneração de solos degradados e aumento da matéria orgânica

  • Melhoria da capacidade de retenção de água em contexto de seca

  • Contributo para o sequestro de carbono

  • Aumento da biodiversidade local

  • Criação de um espaço demonstrativo e educativo acessível à comunidade

O facto de metade dos projectos aprovados integrarem agrofloresta evidencia uma mudança clara de paradigma na ação climática local. A aposta recai em sistemas multifuncionais e de longo prazo, capazes de responder de forma integrada à seca, às cheias, à perda de biodiversidade e à degradação dos solos. Esta abordagem acompanha o reconhecimento crescente da agrofloresta em Portugal e na Europa como solução estruturante de adaptação climática e regeneração dos territórios rurais.

Um projecto com forte dimensão educativa e comunitária

A Quinta Pedagógica da Caria tem vindo, desde 2014, a desenvolver um trabalho contínuo nas áreas da agricultura biológica, agrofloresta, formação e educação ambiental. Este projecto reforça essa missão, funcionando como:

  • Espaço de aprendizagem prática para escolas e público em geral

  • Laboratório vivo de adaptação climática em contexto mediterrânico

  • Referência local para produção sustentável, consumo consciente e soberania alimentar

A proximidade ao tecido urbano e a visibilidade a partir da estrada municipal permitem também uma comunicação direta com munícipes e visitantes, tornando o projecto acessível mesmo a quem apenas passa.

Benefícios que vão além da Quinta da Caria

Para além do impacto directo na área intervencionada, este projecto de agrofloresta pode beneficiar outros agricultores e terrenos agrícolas vizinhos, através de:

  • Aumento da biodiversidade funcional, incluindo insetos auxiliares e polinizadores

  • Melhoria dos corredores ecológicos numa zona agrícola fragmentada

  • Redução da pressão de pragas em sistemas agrícolas próximos

  • Criação de um efeito de “ilha de fertilidade” no território

Ao promover um sistema diverso, estratificado e permanente, a agrofloresta funciona como um elemento estabilizador da paisagem agrícola.

Agrofloresta e resposta às cheias e enxurradas

A plantação de árvores e arbustos em zona ripícola, com elevada densidade e diversidade, contribui também para:

  • Aumento da infiltração da água no solo

  • Redução do escoamento superficial durante episódios de chuva intensa

  • Diminuição do risco de cheias rápidas e enxurradas, cada vez mais frequentes no território de Torres Vedras e Lourinhã

  • Estabilização das margens e redução da erosão do solo

Estas funções tornam a agrofloresta uma infraestrutura verde de adaptação climática, com benefícios cumulativos ao longo do tempo.

Um passo importante para o futuro da Quinta da Caria

Este apoio da Plataforma de Ação Climática de Torres Vedras representa um passo importante na consolidação da Quinta da Caria como projecto de referência em regeneração ecológica, agrofloresta e educação climática, reforçando o compromisso com o território e com a comunidade local.

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A agrofloresta cresce com o tempo — e este é apenas mais um início 🌳🌵🌺🌵🌳



 

A Fundação Calouste Gulbenkian, através do seu Programa Sustentabilidade, promove o envolvimento activo da sociedade na ação climática. A Iniciativa de Participação Climática da Fundação Calouste Gulbenkian faz parte de uma estratégia de investimento da Fundação na participação pública para as questões do clima e de apoio a uma sociedade civil mais próspera. A Plataforma de Ação Climática de Torres Vedras (PACTV) foi selecionada pela Fundação Calouste Gulbenkian para fazer parte da Iniciativa de Participação Climática. Com esta iniciativa, a Fundação Calouste Gulbenkian pretende promover a mobilização pública para a ação climática.

Apoio financeiro da Câmara Municipal de Torres Vedras, no âmbito da Plataforma de Ação Climática de Torres Vedras, e financiamento da Fundação Calouste Gulbenkian, através do PACTV 2025 | 6 000 EUR

O projecto foi seleccionado pela Câmara Municipal de Torres Vedras para fazer parte da Plataforma de Ação Climática de Torres Vedras. Com esta iniciativa, a Câmara Municipal de Torres Vedras pretende promover a mobilização pública para a ação climática.



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